segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Sobre dinheiro

Esses dias foram tantas coisas que quando ia escrever, já tinha passado. Semana passada tinha pensado em um tema ótimo, mas aí o tempo passou...e o tema é outro!

Acontece que esses dias para mim dinheiro é um tema que tenho discutido bastante: seja a falta dele, seja como manter o ânimo apesar da falta, como fazer para ter mais prosperidade. Aí eu vi um vídeo ótimo, em um TED que aconteceu em Sampa (lembra das dicas do outro post, então..).

É uma palestra da Denise Damiani, em que ela discute por que é tão difícil falar em dinheiro, sendo que é algo que nós pensamos diariamente (o link está aqui https://youtu.be/ie34WahTAXc).

Realmente fiquei pensando: por que é tão tabu falar assim de dinheiro? Já perceberam que uma roda de amigos, quando alguém vai falar de salário, é muito raro falar de valores? Tenho uma amiga que fala: eu ganho x reais em tal trabalho, outro tantos com outro.

Confesso que no começo ficava chocada: como ela ousava falar quanto ela ganha?

Mas aos poucos percebi que era bobagem, e atualmente não me incomoda ela falar quanto ganha ou quanto está devendo no banco. Talvez ela seja a pessoa mais saudável financeiramente que conheço. Por que ela não tem medo de esconder, não acha que alguém vai roubar isso dela; ela trata dinheiro como se fosse...dinheiro!

E aí uma coisa foi puxando a outra, entrei para o desafio de ficar 30 dias sem comprar. Na verdade, sem comprar absolutamente nada é meio difícil, mas o desafio serve pra pensar no que você gasta? Dá para adquirir tal produto de outro modo que não seja comprando (emprestando, pedindo doação, trocando etc)?

E então, eis que dou de cara com um livro ótimo, chamado "Como de preocupar menos com dinheiro", do John Armstrong, que faz parte da série de livros do School of life. Emprestei na biblioteca (lembra que não estou comprando) e para mim é ótimo.

Com muito humor ele questiona como nos relacionamos com dinheiro, como muitas vezes o dinheiro significa outras coisas que não são dinheiro: um desejo de ter um relacionamento, ter uma vida confortável, felicidade, e como depositamos nele uma esperança e energia que não tem nada a ver com o dinheiro. Para se pensar e refletir.

Para mim está fazendo bem para e refletir como eu lido com o dinheiro. E você? Como lida com seu dinheiro? Já falou sobre dinheiro hoje?

Às vezes a gente não precisa muito. Pra mim, um dia de sol na praia já é um luxo!



Sobre a referência
Como se preocupar menos com dinheiro - John Armstrong. Objetiva, 2012 (em Sampa, tem em várias bibliotecas)



quarta-feira, 7 de outubro de 2015

5 sites para você sair já crise!

(Spoiler: esse post é um tanto autoajuda. Você vai ficar meio entediado, caso sua vida esteja ótima - e eu realmente espero que esteja)

Peço desculpas pela ausência, mas fiquei enrolada com caixas e mudanças e arrumar casa nova... Você já está cansado de ler que eu estou em processo de mudança né? Isso acho que todo mundo já sabe. Mudanças são boas, porém nem sempre são fáceis. Há dias que você não quer nem levantar da cama e espera que te chamem apenas quando todos os problemas que parecem insolúveis acabarem. E o pior: você escolheu esse caminho, então ainda se culpa e pensa onde estava com a cabeça quando escolheu tudo isso.

Eu sei onde estava com a cabeça: estava em um emprego que por "n" motivos já não fazia mais sentido para mim. Prova disso foi quando eu decidi falar que não gostaria de entrar mais em nenhum projeto eu fiquei feliz. Quando eu penso nessa decisão eu ainda me sinto feliz. A essa decisão seguiram-se outras, desde onde morar até como eu quero minha vida daqui pra frente. Foi um tempo muito produtivo.

Estou tendo oportunidades de refazer a minha vida de maneiras que nem dá para descrever (muitas são tão internas que pareceria uma sessão de terapia). Mas as escolhas por vezes são seguidas de momentos de muita reflexão, muita indecisão, muita solidão. E até sobre isso você pode também escolher: ver só o lado ruim ou focar no que pode ser bom.

O que mudou a minha vida?

Acho um pouco forte escrever isso, porque ninguém muda a vida de ninguém, mas quando você está na pior, algumas ações podem mudar a nossa vida. Então estava eu, saindo de um trabalho, tentando me sustentar, procurando apartamento, estudando para em um futuro fazer uma mudança de carreira, vendo todo mundo ir pra praia e eu aqui, acordando todo dia com chuva e frio ou seja lá o que for...deu pra sentir né? Tinha dias que eu só queria ficar deitada chorando...

Mas sei lá, cada vez mais eu tenho certeza que há uma força que desconheço que nunca me deixa ficar mal muito tempo. E essa vontade de viver falou mais alto. Como eu não tinha um puto para viajar ou fazer um curso ou dar uma festa, eu fui atrás de algo que já estava à disposição: a internet.

Sim! 

Eu comecei a ir atrás de vídeos ou blogs que me levantassem o astral, que ao menos dessem algum alento à minha alma tão sofrida (põe musiquinha de fundo pra dar clima).

Então lá vai: os meus cinco sites que me ajudaram e me ajudam a sair da crise (alguns estão aqui do ladinho, só entrar). Três são em inglês, porque aproveitei para estudar um pouco também.

Unfancy
http://www.un-fancy.com/
Eu sei, é um blog de moda. Na verdade de não moda (não sei como traduziria isso), Mas o fato é que a autora me cativou. Ela é tão positiva e tão pra cima, que sei lá, virei fã (eu até gosto do jeito clean do site dela e me inspirou pro meu). Como eu estava no momento tô ferrada, esse primeiro impulso foi ótimo (eu tinha que me agarrar a algo!). Além do que ela me ajudou a organizar as minhas roupas e até comecei a usar as ideias de ter um guarda-roupa para cada estação no início da primavera.

Zen habits
http://zenhabits.net/
Sério, um cara que tem seis filhos, esposa, papagaio, periquito, trabalho e ainda corre maratonas e se dedica a uma vida simples, tem todo meu respeito. Sem falar que os textos dele são ótimos, sempre muito honestos e de uma simplicidade incrível. Semana assinei a newsletter dele e todo dia recebo um texto melhor que outro. Mais que recomendo.

Meditação hoponopono
https://www.youtube.com/watch?list=PLK5Uqi10_Hb0_7gziOIhMA2ZAK9m9GR1p&t=19&v=7V8dshQ037M
(não faz cara de nojinho, isso é sério)
Quem está naquele momento ó vida ó céus, pode acessar o vídeo e fazer por 21 dias a meditação. No começo é ridículo, mas depois dá uma calma que nem sei explicar. E, coincidência ou não, depois que comecei a fazer a meditação, as coisas andaram de modo muito mais rápido. Vale tentar né. O único risco que você corre é depois ficar pensando na musiquinha que toca.

TED talks
http://www.ted.com/
Quem nunca ouviu as palestras do TED? São curtinhas, são rapidinhas e eles ainda separam em tema, o que pode ser inspirador. A maioria tem legenda em português brasileiro, então não é desculpa!

Live your legend
http://liveyourlegend.net/
Esse cara eu vi em um TED (na seção tenha um trabalho que realmente valha a pena) e fui atrás. Depois descobri que ele morreu subindo o Kilimanjaro agora em setembro, ou seja, ele realmente viveu a lenda dele (que é o que significa o nome do projeto). É triste, se você focar só na morte dele. Eu prefiro focar na vida (afe, agora foi autoajuda mesmo!). Se você se inscreve você recebe várias ferramentas e textos para ajudar e tornar a sua vida uma lenda (está em inglês, mas se precisar de ajuda para traduzir, podemos conversar).

Bom, é isso. E você? O que faz para sair da crise (nacional, mundial ou pessoal)?

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Quando você percebe que pode viver por muito, muito menos

É mudanças... ainda não mudei, será segunda (mas quem está contando os dias?). Queria que fosse quinta (ontem) e estava correndo para isso.

Mas então algo mágico aconteceu: simplesmente não tinha ninguém disponível para esse dia. Eu parei e pensei: ok, então vou tentar segunda. E sabe quando ficou mais leve? Percebi que teria mais e não precisava correr tanto. Depois até encontrei quem poderia quinta, mas fiquei com a quinta mesmo.

O fato é que, com tudo isso, minha casa parece um depósito de caixas e sacolas. Só deixei para o fora o extremamento necessário. Mesmo. Aquilo que sabia que precisaria estes dias. E outra mágica aconteceu: percebi que na verdade tudo o que tenho pode ser reduzido a muito, muito menos, porque basicamente é isso que uso.

Ainda não sei o que vou fazer com essa informação. Estou refletindo. Algumas coisas sei que vou manter, porque são necessárias em outros momentos e estações do ano, mas vai servir na hora de guardar tudo novamente, na casa nova.

E você, já passou por isso? Já percebeu que muito do que você tem simplesmente não usa? O que fez para resolver isso?

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Das coisas que acumulamos

Então, mais uma vez estou de mudança. Após uma certa tristeza por pensar que vou sair daqui, que gosto tanto (apesar que o outro lugar é muito legal e vai ser perto de tudo que faço, então é ótimo), coloquei tudo que tinha que fazer e comecei a pensar em caixas, jornais, e o que empacotar.

É sempre aquele momento que você pensa: como eu posso ter tanta coisa? Eu lembro quando me mudei pra cá. Nunca tive muito, mas morava em um sobrado com 3 quartos e vim para um apê de 1 quarto...vocês imaginam o que eu não tinha né....foram umas duas semanas separando coisas que simplesmente eu ia doar.

Desde então, sempre e quando faço uma varredura na minha casa, tentando eliminar aquilo que está a mais, que eu sei que não vou usar....pensando bem, minha mudança começou em janeiro, com meus planos de conseguir uma bolsa para estudar no exterior.

Não consegui a bolsa, mas consegui mudar (cuidado com o que você pede!) e mesmo sem ter muito ainda me peguei com coisas que simplesmente estão aqui e eu quase nunca uso. Como o som e a vitrola que trouxe da casa dos meus pais (como não vou doar, apenas vi se eles vão querer ficar, não tenho coragem de desapegar disso assim), e os LPs...isso ocupa espaço! E eu ouvindo música do computador...perceberam que realmente não preciso né.

Pois então, muito tempo atrás quando minha mãe começou a estuda Feng Shui, li um livro (que, desculpem, não lembro o nome) que falava que o ideal era, quando mudasse, você tivesse apenas duas sacolas de lixo grande como "sobra". Fiquei feliz ao constatar que é mais ou menos isso mesmo que tenho. Quer dizer que realmente aproveito tudo que tenho.

Alguns livros serão vendidos, algumas coisas foram para reciclar, algumas roupas já foram doada, o som ainda não sei...agora só falta colocar tudo em malas e caixas, fazer mais umas coisinhas chatas como mudar a internet e encerrar a conta de luz, pegar as chaves do novo apê e partir pra mudança (mudar para mim sempre é bom, significa um recomeço, mesmo que seja na mesma cidade :-))

Que venham os bons ventos....
Caixas se acumulando...alguém também tem esse problema que a maioria das caixas é de livros?

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Sobre a perfeição


Eu adoro esse lambe-lambe. Ela fica na minha sala, me lembrando todo dia que tudo de que preciso é muito pouco. E ela tem um erro de gramática (uma vez revisor, sempre revisor....). Quando eu comprei o lambe-lambe, não me dei conta, pois não teria comprado se tivesse visto e possivelmente teria avisado a loja. Mas depois fiquei feliz, pois ela me lembra que a vida não é perfeita. E assim está bom. Isso é tudo. Não é lindo?

Como trabalho sempre com o perfeito e tenho anos de treino para achar o erro, fico feliz de ainda consegui apreciar algo sem encrencar com isso. Nem tudo é perfeito. Os livros contêm imperfeições, a nossa vida também.

Logo, terei de tirar esse lambe-lambe, pois estou de mudança. E como é papel, lógico que irá se desfazer e ir para a reciclagem. Mas tudo está bem, desde que tenhamos amor. E um gato (ou não).

Boa semana!
(foto tirada da parece da minha sala)

domingo, 6 de setembro de 2015

Das coisas que distraem

Essa semana foi tumultuada. Isso porque, como escrevi lá no começo (acho) estou passando por um período de mudanças. Mudar é bom, mas tem momento que pega, e essa semana pegou forte. Meditação, mantra, fazer chá, repetir frases inspiradoras, nada disso estava adiantando...Nessas horas você se sente um lixo, porque parece que tudo que você aprendeu não serve para nada. E ainda com um trabalho de pós para entregar, socorro!

Enfim, as coisas melhoraram com a terapia semanal, entreguei o trabalho, mas a postagem no blog foi pro saco (quem tem cabeça para isso?). Pensando agora, é meio engraçado escrever em um lugar sem saber se há alguém do outro lado lendo, mas enfim, cá estou. A lição para a semana é uma imagem que vi no Pinterest. Bom feriado!


segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Como tudo começou...

Desde que comecei a escrever o blog fiquei pensando em como todos esses interesses surgiram. Fico pensando qual foi o evento que deu o sinal de largada. Lembro de um tempo, muito tempo atrás, quando li um livro sobre alimentação que falava dos perigos da monocultura. Talvez alguma fagulha então já existisse ali.
No entanto, foi quando entrei em contato com o conceito de Simplicidade voluntária que as coisas começaram a fazer sentido. Talvez esse tenha sido o sinal. A simplicidade voluntária fala sobre viver com o essencial. Não tem a ver com aquelas pessoas que passam necessidade, pelo contrário, fala de pessoas que já chegaram a um ponto que não precisam batalhar para ter o que comer e, tendo suprido as necessidades básicas da humanidade, podem escolher o que é essencial para elas. Elas então, a partir disso, escolhem viver de modo mais simples, com menos: menos roupas, menos objetos, menos preocupações, menos apegos. Ao mesmo tempo, elas decidem viver com mais: mais amorosidade, mais liberdade, mais sinceridade, mais honestidade.
Não que o caminho seja fácil. Eu não acho. Como vivemos em uma sociedade que sempre pega o mais, mais, vira e mexe me pego tendo que novamente reduzir, seja pensamentos, o que escolho ver
na internet ou qual música ouvir, ou até mesmo quais arquivos no computador vou manter, ou quais livros realmente preciso ler. Visto que acompanho vários blogs que seguem essa linha, como se pode perceber, acho que dá para entender que essa revisão sempre se faz necessária.
A partir disso que fui descobrindo que outras coisas existiam, e acredito que é isso que guiou e ainda guia minhas escolhas, meu modo de encarar a espiritualidade e até mesmo como eu quero me alimentar.
Achou complexo? Simplifica e começa com a pergunta: O que é essencial para você? Talvez um novo mundo também se abra.

Dos livros
Da vida feliz - Sêneca
Walden ou A vida nos bosques - Henry David Thoureau
Simplicidade Voluntária - Duane Elgin
O poder do agora (não é sobre simplicidade, mas acredito que ajuda a centrar para perceber o que é essencial) - Eckhart Tolle

Vídeo
Tem uma reportagem antiga da tv globo, falando sobre pessoas no Brasil que escolheram pela simplicidade. Acho que é só jogar uma busca no youtube que acha fácil.
Tem também um cara que foi um dos primeiros a divulgar mais intensamento a Simplicidade voluntária no Brasil que é o Jorge Mello. O que mais gosto dele é que ele realmente segue o que prega, mostrando que é possível! https://www.youtube.com/watch?v=BjZ52Mlo9Fo