quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Do momento em que estou

Estava pensando sobre o que escrever e hoje, durante o almoço (geralmente quando estou comendo sempre tenho ótimas ideias), pensei que poderia escrever sobre meu momento atual.

Sempre tive dificuldade quando aparecia a pergunta: o que você faz? Acredite, foi difícil escrever isso até no blog. Porque eu faço várias coisas e várias coisas me atraem. Mas por muito tempo eu trabalhei com livros, na área editorial. Já fui revisora, assistente editorial, liderei equipe; já fiz trabalho de copidesque e checklist, atualização de dados e todas essas coisas que quem é da área faz, mas se não é deve estar meio confuso (é assim mesmo, não tenta entender muito não).

Eu sempre gostei de trabalhar com isso. Tirando uns dois lugares que acabei ficando de saco cheio, eu posso dizer que sempre gostei de fazer o que fiz e ainda faço, e fiz feliz. Acho que realmente foram dois lugares em que acordava e pensava: que saco, preciso ir trabalhar; mas nesses mais de quinze anos na área (pois é), eu fui bem feliz. Trabalhei com pessoas legais e tirei uma grana.

Só que chega uma hora que só isso não basta. Eu sempre fiz outras coisas, sempre quis experimentar outras coisas, mas acabava nem avançando muito porque afinal eu gosto do que faço e faço bem. Simples assim.

A ideia foi vindo aos poucos: faço um curso de gestão cultural, e então vou migrando lentamente. Tudo bem planejado. Mas aí veio a famigerada "crise". Seis meses sem ter nem freela. Contas caindo, poupança esvaziando, pedindo dinheiro emprestado, consigo um freela que me bancou um tempo bacana, outras coisas entrando e acabou que agora que estou aqui de novo, em casa, mil planos na cabeça, com grana para esse mês.

Dá medo? Dá. Preocupa? Muito. Quase todo dia eu acordo pensando como vou pagar minhas contas mês que vem. Mas aí então eu decidi que vou entrar no fluxo, indo de encontro com pessoas bacanas, que tocam projetos bacanas, falando para elas que estou disponível.

Também tomei uma decisão bem interessante, que notei que foi algo que sempre gostei de fazer, mas acabava não conseguindo colocar em prática porque afinal eu trabalhei a maior parte do tempo em empresa: vou fazer tudo aquilo que quis fazer.

Então, preparado, lá vai: vou trabalhar com artesanato sim (quem quiser curte a página). Vou focalizar dança circular sim. Vou ler tarô sim (esse eu já fiz um tempo - lado B da minha vida). Vou continuar fazendo trabalho de revisão e afins sim. Vou entrar em projetos colaborativos sim. Vou continuar enviando currículo focada na área de gestão cultural, porque né, eu estudo para isso.

fotinho dos meus trabalhos de encadernação. Ainda preciso melhorar nos cliques, mas eu chego lá

Onde vai dar. Não sei. Vai dar certo? Não faço a mínima ideia. Pode ser que algumas coisas vinguem, outras não. Pode ser que surjam oportunidades que nem imaginava. Estou aberta. Se você que tiver lendo, tiver alguma sugestão, pode dar também, estou aceitando, assim como indicações.

Indicação
E se você se identifica, segue link de um texto bem inspirador, em um projeto que espero colaborar:
http://destinocolaborativo.com.br/dc/findhorn2016/2016/08/09/no-oposto-do-medo/

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Vídeo incrível que acabei de assistir aqui Se tiver com tempinho vai lá.

3 comentários:

  1. Olha, se tem uma coisa que essa crise fez comigo foi começar a pensar em me reinventar. Estou passando por umas "crises" bem parecidas com as suas. Mas vamos em frente, vai dar tudo certo!

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    1. Minha querida, admiro sua maneira de encarar as mudanças. O caminho, por vezes, se mostra árduo demais. No entanto creia: Feliz daquele que consegue reencarnar , numa mesma vida.
      Reencarnar sem que haja passamento é uma glória para poucos.

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